Expansão imobiliária impulsiona Santana como polo econômico da zona norte
Com 954 lançamentos residenciais registrados em 2025, um aumento de 41% em relação ao ano anterior, Santana se consolida como um dos distritos mais promissores da zona norte de São Paulo, segundo dados do Secovi-SP. O crescimento é visível em todos os quadrantes do bairro, especialmente na direção sul, próximo à marginal Tietê e ao Campo de Marte. Recentemente, a prefeitura e a União firmaram um acordo que encerra um litígio histórico pela posse do terreno na região, abrindo espaço para novos projetos.
Um decreto municipal transformou parte dessa área em um parque de cerca de 400 mil metros quadrados. No entanto, a implementação enfrenta resistência dos clubes de futebol de várzea, que ocupam o local há décadas e agora precisam desocupar o espaço. Ao mesmo tempo, Santana avança em direção à Cantareira, com lançamentos de alto padrão, e também expande para a área limítrofe da Vila Guilherme, próximo ao shopping Center Norte.
Projetos urbanos e valorização do mercado imobiliário
Na região do shopping Center Norte, antiga área dominada por estacionamentos, está em desenvolvimento o Cidade Center Norte, um bairro planejado de 600 mil metros quadrados que terá torres residenciais e corporativas, além de um projeto de arborização com espécies nativas da Mata Atlântica. Essa iniciativa representa um movimento de renovação urbana que deve atrair novos moradores e empresas para a zona norte.
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Santana é considerado o centro econômico e geográfico da zona norte, semelhante ao papel que Mooca e Tatuapé desempenham na zona leste. Moradores e investidores enxergam o distrito como um local estratégico para viver e aplicar recursos. Claudio Carvalho, sócio-fundador e CEO da incorporadora AW Realty, destaca que Santana é a região mais valorizada da zona norte, atraindo moradores de bairros vizinhos como Vila Maria e Tucuruvi, graças à facilidade de acesso ao centro da cidade.
Entre os lançamentos em destaque, está o Union, localizado perto da avenida Braz Leme, que oferece 149 apartamentos com metragens entre 34 m² e 63 m², distribuídos em 18 andares. O valor do metro quadrado está estimado em R$ 15.500, com algumas unidades corporativas disponíveis. Segundo Carvalho, o Union deve atrair investidores interessados no fluxo de visitantes que buscam hospedagem próxima ao Anhembi, que retoma seu papel como importante centro de eventos em São Paulo.
Valorização moderada e novos investimentos em saúde
No mercado secundário, Santana teve valorização de 3,7% nos últimos 12 meses até abril, um desempenho um pouco abaixo da média da cidade, que foi de 4,3%, conforme o índice FipeZap. O preço médio do metro quadrado alcançou R$ 8.990. Dados da startup imobiliária Loft, baseados no pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), indicam que as vendas entre janeiro e março de 2026 tiveram um crescimento de 1,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Além do mercado imobiliário, a infraestrutura de Santana também está em desenvolvimento. O distrito conta com estações da linha 1 do metrô, a mais antiga da cidade, que ainda não atende plenamente à demanda local. Para reforçar o setor de saúde, está em construção um hospital da rede Mater Dei com mais de 250 leitos, o primeiro da rede em São Paulo, fruto de uma parceria entre a empresa mineira e a Bradesco Seguros. Esse investimento deve consolidar ainda mais Santana como um polo residencial e econômico da zona norte.
