Atendimentos de Saúde na Aldeia Bona
Entre os dias 11 e 14 de maio, o Governo do Amapá realiza uma importante ação integrada na Aldeia Bona, situada a aproximadamente 620 quilômetros de Macapá. Essa mobilização surge como resposta às demandas das mulheres indígenas da região, que buscaram melhorias no acesso aos serviços de saúde e um atendimento humanizado em seus territórios.
A iniciativa é fruto da colaboração entre a Articulação das Mulheres Indígenas Wayana Aparai (Amiwa) e a Associação dos Povos Indígenas Wayana Aparai (Apiwa), em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Amapá e Norte do Pará, além do Governo do Estado. A ação oferece uma ampla gama de atendimentos, desde a atenção básica até serviços especializados, resultado de articulações e planejamento logístico entre as instituições envolvidas, assegurando a presença de equipes multiprofissionais nas comunidades da Aldeia Bona.
Durante a programação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disponibiliza atendimentos em diversas áreas, incluindo clínica geral, cardiologia, cirurgia geral, coloproctologia, pediatria, oftalmologia, ultrassonografia, psicologia intercultural, assistência social, saúde mental, saúde integral da mulher indígena, além de assistência farmacêutica.
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Ivã Zorthea, coordenador estadual de Saúde Mental, enfatizou a relevância da atuação das equipes multiprofissionais no território indígena: “Essa ação é extremamente significativa, pois representa a presença do Governo do Estado nas comunidades indígenas, oferecendo atendimento especializado a populações que historicamente enfrentam desafios de acesso aos serviços de saúde. Além da assistência clínica, estamos fortalecendo o cuidado em saúde mental, com uma escuta mais humanizada e respeitando as especificidades culturais dos povos indígenas”.
A ação não se limita aos atendimentos clínicos; ela também inclui exames laboratoriais e de imagem, ampliando as opções de diagnóstico e acompanhamento de saúde para a população indígena. Isso garante que médicos, enfermeiros, técnicos, biomédicos e outros profissionais trabalhem de forma integrada para oferecer acolhimento e assistência humanizada às famílias atendidas.
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Alessandra Macial, coordenadora estadual de saúde indígena da Sesa, ressaltou que essa mobilização foi elaborada a partir das necessidades e sugestões das lideranças e das mulheres indígenas locais. “A escuta ativa foi fundamental para moldar essa ação e garantir que atendêssemos realmente as demandas da comunidade”, afirmou.
Além das parcerias já mencionadas, a mobilização conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, Dsei, Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPE), Conselho Estadual de Saúde Indígena (Coesi), Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Indígenas (Sepi), Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), e outras instituições. Juntas, essas organizações atuam de forma integrada para proporcionar cuidado, proteção e dignidade às comunidades do Parque do Tumucumaque.
