A Influência de Davi Alcolumbre no Amapá
Os partidos e lideranças de esquerda no Amapá têm como principal interlocutor o senador Davi Alcolumbre (União Brasil). Nesse cenário de derrotas contínuas do presidente Lula (PT) no Congresso, o grupo permanece em silêncio sobre os reveses que ocorrem em Brasília. Essa postura levanta questionamentos sobre a autonomia e a estratégia política dos aliados do governo federal na região.
No âmbito governamental, PT, PDT, PSB, PCdoB, PSOL, REDE e PV ocupam cargos de relevância no governo estadual e federal, todos com a anuência de Alcolumbre. O governador Clécio Luís (União Brasil), que já foi filiado ao PT, PSOL e REDE, oficializou sua filiação ao partido de Alcolumbre no início deste ano, ampliando sua proximidade com o senador e suas decisões.
Alianças Políticas no Estado
Alcolumbre conta com uma base de aliados robusta, que inclui deputados federais como Paulo Lemos (PSOL), Dorinaldo Malafaia e Marcivânia Flexa (PCdoB), além do senador Randolfe Rodrigues (PT) e do ministro da Integração Nacional, Waldez Góes (PDT). O ex-prefeito Antônio Nogueira (PT) e o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) também fazem parte desse grupo de apoio.
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“No Amapá, quase todos os políticos estão debaixo do guarda-chuva do senador Davi. Ele é o líder e até dirige o governador Clécio. A influência política de Alcolumbre se estende a um senador, a 7 dos 8 deputados federais, a 15 dos 16 prefeitos do estado e a 22 dos 24 deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), além de quase todos os vereadores da região — incluindo todos os vereadores de Santana e pelo menos 13 dos 21 vereadores de Macapá”, analisou o comentarista político JOB Miranda.
Derrotas do Presidente Lula
Alcolumbre desempenha um papel decisivo em articulações que culminaram na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no veto do presidente Lula ao projeto da Dosimetria. Curiosamente, a esquerda no Amapá não se pronunciou publicamente sobre essas derrotas significativas, o que levanta questões sobre a estratégia de comunicação do grupo no estado.
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Movimento Opositor a Alcolumbre
No contexto amapaense, o ex-prefeito e pré-candidato ao governo, Dr. Furlan (PSD), se posiciona como um dos principais opositores a Alcolumbre. Fazem parte desse movimento o senador Lucas Barreto (PSD), a primeira-dama Rayssa Furlan (Podemos), o deputado estadual R. Nelson Vieira (Podemos) e nove vereadores de Macapá. Essa coalizão tenta conquistar espaço na política local, desafiando a hegemonia do senador, que parece dominar o cenário atual.
“Observa-se que Davi está tendo liberdade para agir. Contudo, esse ‘rei’ Davi começa a ficar nu; e, por estar ficando nu, o tempo da queda do senador pode estar se aproximando”, concluiu JOB Miranda em um artigo publicado nas redes sociais. Essa análise revela uma perspectiva intrigante sobre o futuro político de Alcolumbre e seus aliados, em um cenário repleto de incertezas e desafios.
