Crise Energética Afeta o turismo em Cuba
A crise energética enfrentada por Cuba, marcada pela escassez de combustíveis, teve um impacto significativo nas atividades turísticas da ilha, que é uma das principais fontes de receita do país. De acordo com dados do Escritório Nacional de Informação e Estatísticas (Onei), entre janeiro e março de 2025, Cuba recebeu 298.057 visitantes internacionais, o que representa uma queda de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esse declínio é refletido também nos números mensais: em março deste ano, a ilha atraiu apenas 35.561 turistas, uma redução drástica em comparação aos 77.663 visitantes registrados em fevereiro e aos 184.833 em janeiro. O site independente 14Ymedio ressalta que os números de março foram os mais baixos desde 2021, quando, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, Cuba recebeu apenas 12.542 viajantes internacionais.
Impacto das Restrições e Queda de Visitantes
A diminuição no fluxo de turistas é um reflexo direto das complicações que surgiram em fevereiro deste ano, quando centenas de visitantes de países como Canadá e Rússia ficaram retidos na ilha devido ao cancelamento de voos, causado pela falta de combustível para aviação. O Canadá, tradicionalmente o maior emissor de turistas para Cuba, enviou somente 124.794 viajantes nesse primeiro trimestre, uma queda expressiva de 55,2%. Por sua vez, a Rússia contribuiu com 20.917 turistas, marcando uma redução de 37,5% em relação ao ano anterior.
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Fonte: bahnoticias.com.br
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Fonte: reportersorocaba.com.br
Essas estatísticas revelam não apenas uma crise imediata, mas uma tendência preocupante: a retração no turismo cubano tem sido uma constante nos últimos anos. Em 2024, Cuba recebeu pouco mais de 1,8 milhão de visitantes internacionais, bem abaixo da meta oficial de 2,6 milhões. Os números de 2023 também foram inferiores, com apenas 2,4 milhões de turistas chegando à ilha, em comparação aos 2,2 milhões de 2022.
O Cenário do Turismo no Caribe
A diminuição no número de turistas em Cuba ocorre em um contexto mais amplo, onde muitos destinos do Caribe, como Punta Cana, na República Dominicana, e Cancún, no México, estão experimentando um aumento significativo na demanda. Essa disparidade levanta preocupações sobre como Cuba poderá recuperar sua posição como um dos destinos turísticos mais atraentes da região.
O descontentamento com a situação atual é palpável entre os operadores turísticos locais, que sentem os efeitos diretos da crise. Muitos expressam a esperança de que medidas sejam tomadas para revitalizar o setor, permitindo que a ilha recupere a fama que desfrutou como um dos principais destinos do Caribe antes das crises que têm afetado sua infraestrutura e oferta de serviços.
Em suma, os desafios que Cuba enfrenta no setor de turismo são emblemáticos de uma realidade mais ampla que o país vive. As expectativas para os próximos meses estão longe de serem otimistas, e a recuperação vai depender não apenas da resolução das questões energéticas, mas também de uma reavaliação das políticas que regem o turismo na nação. Os amantes das viagens certamente estarão atentos a como a ilha irá se reerguer diante de tantos obstáculos.
