Debate Importante sobre Democracia e Tecnologia
Nesta quarta-feira (29), a Fundação Rede Amazônica promoveu um relevante painel no auditório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amapá (Fecomércio), em Macapá. Fazendo parte do projeto Amazônia Que Eu Quero, o evento teve como foco o tema “Democracia na Era Digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições e a segurança da urna eletrônica”.
O jornalista Salgado Neto, da Rede Amazônica, foi o mediador do encontro, que trouxe à tona discussões sobre os impactos da inteligência artificial nas eleições, a disseminação de desinformação e os sistemas de segurança que envolvem as urnas eletrônicas.
O painel contou com a presença de especialistas como Emanoel Flexa, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP); Erika Bezerra, professora e coordenadora do Instituto de Startups do Instituto Federal do Amapá (Ifap); e Jacks Andrade, professor e pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Aprendizados sobre Desinformação
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Alexander Cavalcante, diretor da Tratalix, participou do evento como espectador e expressou a importância do que foi discutido. “Com o aumento do acesso às redes sociais, as pessoas estão cercadas de informações, mas também de muita desinformação. O painel de hoje nos mostrou caminhos seguros para consumir informações corretas”, afirmou.
A professora Erika Bezerra destacou a relevância da educação no combate à desinformação. “Quando nos deparamos com um perfil fake, não devemos apenas questionar a veracidade, mas sim refletir sobre a influência que esse conteúdo exerce sobre nós. A responsabilidade de formar cidadãos críticos é fundamental”, disse.
A Importância da Educação Digital
O professor Jacks Andrade alerta para os desafios que a era digital impõe, ressaltando a necessidade de fortalecer a educação digital. “Nós, pesquisadores, temos o compromisso de combater os efeitos da desinformação através do conhecimento e da alfabetização digital, levando o saber sobre como funcionam as tecnologias a um público mais amplo”, acrescentou.
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Durante o evento, Emanoel Flexa comentou sobre os riscos que a IA pode representar durante períodos eleitorais, mas também sobre suas possibilidades de uso positivo. “Com as universidades, queremos debater tanto as oportunidades quanto os perigos da utilização indevida da IA”, concluiu.
Reflexão Crítica e Engajamento Social
Dênis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica, enfatizou o papel do evento em estimular a reflexão crítica entre os jovens. “Queremos fomentar a discussão em um país democrático que ainda enfrenta desafios e necessita aprimorar suas políticas. Aumentar o senso crítico é nosso objetivo”, afirmou.
O diretor executivo da Rede Amazônica, Renê Nestori, também falou sobre a relevância do debate para a sociedade. “É essencial que a Amazônia discuta seus problemas com as pessoas que vivem aqui e que possuem conhecimento sobre a nossa realidade. A presença da inteligência artificial no cotidiano torna fundamental a habilidade de discernir a informação correta”, disse.
Papel do Setor Empresarial nas Discussões
Ladislao Monte, presidente da Federação do Comércio do Amapá, ressaltou a importância do setor empresarial em apoiar iniciativas como esta. “Esperamos que as discussões sejam intensas, pois precisamos entender quem serão os nossos representantes na Amazônia, tanto em nível governamental quanto no âmbito legislativo”, finalizou.
Essas conversas são fundamentais para a construção de um ambiente democrático mais informado e consciente, especialmente em tempos onde a tecnologia desempenha um papel crucial em nossas vidas.
