Novo Modelo de Monitoramento e Avaliação para o SUS
O Ministério da Saúde deu um importante passo em direção à qualificação da gestão e governança dos programas de saúde. A partir de agora, a pasta conta com um novo modelo de Monitoramento e Avaliação (M&A) que visa apoiar a tomada de decisões e o fortalecimento das parcerias no Sistema Único de Saúde (SUS). O modelo foi oficialmente apresentado durante uma conferência realizada nos dias 23 e 24 de abril, em Brasília (DF).
O evento teve como foco o fortalecimento das capacidades institucionais relacionadas ao planejamento e à M&A das cooperações técnicas, tanto nacionais quanto internacionais, em saúde. Além disso, abordou temas relativos ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e aos programas de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).
A diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Desenvolvimento e inovação em saúde do Ministério da Saúde (Decoop), Aline Costa, destacou que a proposta do ministério é aprimorar a gestão através de processos de M&A mais consolidados. “Buscamos transformar dados em inteligência estratégica, o que ajudará na alocação de recursos, priorização de ações e melhoria dos resultados para a população”, afirmou Aline.
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Ela enfatizou que a estratégia vai além da simples produção de informações. O objetivo é consolidar uma cultura de monitoramento e avaliação como uma prática governamental. Isso envolve padronizar processos, qualificar bases de dados e garantir que as informações sejam acessíveis a todos.
Parcerias e Metodologias Inovadoras
Para implementar essa nova abordagem, o Ministério da Saúde fechou uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), com o intuito de desenvolver metodologias que ampliem a capacidade analítica da pasta para os programas Proadi-SUS, Pronon e Pronas/PCD, além de seus instrumentos de cooperação.
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Entre as principais entregas apresentadas está a proposição de um modelo de monitoramento e avaliação que abrange tanto programas quanto cooperações técnicas, tanto no Brasil quanto no exterior. Também será criado um catálogo de indicadores e fichas técnicas, que oferecerá um guia técnico padronizado para que os gestores consigam interpretar e medir os dados de maneira uniforme.
Outro elemento-chave é a proposição de um modelo lógico, que conecta os recursos disponíveis às ações realizadas, além dos impactos esperados a partir dos programas e cooperações. Esse enfoque busca criar uma visão clara de como os recursos são utilizados e quais resultados são alcançados.
Uma Revolução na Gestão da Saúde
Segundo Paulo Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas), a nova cultura de M&A visa transformar a forma como projetos e programas são geridos. “Não se trata apenas de executar, mas de testar e ajustar constantemente os projetos com base nos resultados obtidos, de forma a fortalecer o SUS”, destacou Sellera.
Essa mudança representa uma transição significativa do desenvolvimento teórico para a aplicação prática. O objetivo é criar um sistema de saúde mais justo e eficiente, que atenda de forma mais adequada às necessidades da população. Com isso, o Ministério da Saúde espera que a qualidade do atendimento e a efetividade das ações de saúde sejam aprimoradas, beneficiando milhões de brasileiros que dependem do SUS.
