Análise da Competitividade do Etanol
Na semana que se encerrou em 11 de abril, o etanol mostrou-se mais competitivo em comparação à gasolina em apenas seis Estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A paridade média do etanol no País ficou em 69,28%, o que o torna favorable em relação ao combustível derivado do petróleo, conforme dados compilados pelo AE-Taxas.
Os Estados que destacaram essa competitividade foram: Goiás, com paridade de 69,79%; Mato Grosso, com 68,09%; Mato Grosso do Sul, com 68,04%; Paraná, com 69,70%; Roraima, com 69,87%; e São Paulo, que apresentou 67,56%.
Executivos do setor de biocombustíveis apontam que a competitividade do etanol pode se manter mesmo quando a paridade ultrapassa 70%, dependendo do tipo de veículo que utiliza o biocombustível.
Oscilações nos Preços do Etanol
Nesta mesma análise, observou-se que os preços do etanol hidratado variaram em todo o Brasil. Na semana analisada, houve um aumento nos preços em 11 Estados e no Distrito Federal, enquanto 10 Estados registraram queda e quatro mantiveram seus preços estáveis.
O Amapá, que voltou a ser incluído na medição, observou o litro do etanol cotado a R$ 5,89. Em termos gerais, o preço médio do etanol no País caiu de R$ 4,70 para R$ 4,69 por litro, uma redução de 0,21%. Em São Paulo, onde há o maior número de postos avaliados, o preço permaneceu inalterado, a R$ 4,52 o litro.
Variações Regionais nos Preços
Na análise regional dos preços, o Pará registrou a maior alta percentual na semana, com um aumento de 3,31%, passando de R$ 5,13 para R$ 5,30 por litro. Em contrapartida, Goiás apresentou a maior queda, com uma redução de 3,09%, caindo de R$ 4,53 para R$ 4,39 o litro.
O preço mínimo encontrado na semana para o etanol foi de R$ 3,79 por litro em São Paulo, enquanto o preço máximo alcançou R$ 6,66 no Rio Grande do Sul. Em termos de média, Goiás teve o menor preço médio estadual, a R$ 4,39, e o Amapá teve o maior, com R$ 5,89 por litro.
Expectativas Futuras para o Setor
Com a flutuação dos preços e a competitividade do etanol, o setor agrícola e energético observa atentamente as tendências de mercado. A expectativa é que, com a proximidade do aumento na mistura do etanol na gasolina, que pode chegar a 32%, como afirmado por representantes da indústria, a competitividade do biocombustível possa ser afetada, dependendo das novas condições do mercado e dos preços dos insumos.
Esse cenário, diga-se de passagem, ressalta a importância dos combustíveis alternativos no Brasil, especialmente em um momento de crescente pressão sobre os combustíveis fósseis e a busca por alternativas mais sustentáveis.
