Ministro Decide Permanecer no Cargo
O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, surpreendeu a todos ao abrir mão de sua candidatura ao Senado pelo Amapá nas eleições deste ano. Ele optou por permanecer no governo federal até dezembro, conforme anunciou em uma nota oficial. Essa decisão ocorre em um cenário político complexo, especialmente em um estado onde o candidato do governo, Randolfe Rodrigues (PT), busca a reeleição.
Aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Góes estaria enfrentando uma competição acirrada. Em pesquisa recente da AtlasIntel, divulgada em 1º de novembro, ele ocupava a quarta posição, o que tornava sua candidatura ainda mais desafiadora. O cenário político no Amapá é amplamente influenciado pela presença do presidente Lula, que tenta garantir a vitória de seus aliados.
Em sua declaração, Waldez Góes afirmou: “Recebi convite do Presidente Lula para permanecer à frente do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e aceitei essa missão com honra e senso de responsabilidade. Seguiremos dando continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2023, o que me leva, neste momento, a adiar o projeto de disputar um novo cargo eletivo.”
Góes, que já foi governador do Amapá por quatro mandatos, estava considerando uma troca de partido, do PDT para o União Brasil, de Alcolumbre, para viabilizar sua candidatura ao Senado. A regra para a desincompatibilização exigia que ele deixasse o cargo até o próximo sábado (4), mas sua escolha de continuar no ministério altera completamente os planos.
Com a decisão de Góes, apenas dois ministros do governo federal ainda não confirmaram se permanecerão em seus cargos ou se buscarão uma vaga nas eleições: Márcio França, à frente do Ministério do Empreendedorismo, e Wolney Queiroz, que comanda a Previdência. O cenário se complica ainda mais para França, que deve ser realocado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em uma manobra do presidente Lula para evitar que ele dispute as eleições em São Paulo, abrindo espaço para Fernando Haddad (PT) se candidatar ao governo paulista.
Por sua vez, Queiroz está em reflexão sobre o pedido do presidente para continuar liderando sua pasta até o final do ano, mesmo com seus planos de concorrer a deputado federal pelo PDT de Pernambuco. A expectativa é que mais desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que as eleições se aproximam e as decisões dos ministros se tornam mais críticas.
