O aumento de casos de Mpox no Brasil
O Brasil registrou, até o momento, 140 casos confirmados de Mpox em 2026, conforme dados recentes divulgados pelo painel do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (12 de março). Além disso, há 9 casos prováveis, mas, felizmente, nenhuma morte relacionada à doença foi registrada até agora.
No total, o país contabiliza 539 casos suspeitos de Mpox neste ano. São Paulo lidera a lista com 93 casos confirmados, enquanto o Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 18 casos. A faixa etária mais afetada é a de adultos com idades entre 30 e 39 anos, representando 69% dos registros. Curiosamente, 93% dos casos confirmados ocorreram em homens.
A situação é a seguinte em outros estados: Minas Gerais (11), Rondônia (11), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Paraná (2), Amapá (1), Ceará (1), Distrito Federal (1), Pará (1) e Sergipe (1).
Orientações do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde orienta que indivíduos que apresentem sintomas compatíveis com Mpox, como erupções cutâneas, febre e inchaço nos linfonodos, busquem uma unidade de saúde para avaliação clínica. É importante que essas pessoas informem sobre qualquer contato próximo com casos suspeitos ou confirmados da doença.
Além disso, o ministério recomenda que, sempre que possível, as pessoas realizem o isolamento até que sejam avaliadas clinicamente. Medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, também são essenciais para diminuir o risco de transmissão do vírus.
Transmissão e Sintomas da Mpox
A Mpox, causada pelo vírus monkeypox, pertence à mesma família que a varíola e é transmitida principalmente através do contato próximo com lesões de pele de pessoas infectadas. Outras formas de transmissão incluem fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados.
Os sintomas mais comuns da infecção incluem febre, dor de cabeça e aumento dos linfonodos. As lesões na pele são uma característica marcante da doença, podendo surgir no rosto, mãos, pés, genitais e em outras áreas do corpo.
Na maioria dos casos, a Mpox evolui de forma leve e se resolve sem necessidade de tratamento específico. No entanto, pessoas com imunidade comprometida correm maior risco de complicações, o que torna a atenção médica ainda mais importante.
