Reflexão sobre o Uso de Tecnologia nas Escolas
No último dia 9, uma reunião crucial entre o Ministério Público do Amapá (MP-AP) e professores da Escola Estadual Mário Quirino destacou os desafios contemporâneos no ambiente escolar. O promotor de justiça Iaci Pelaes, que coordena o Centro de Apoio Operacional da Educação (CAO-Educação), conduziu o encontro, enfatizando especialmente o problema do abuso de telas na educação infantil e juvenil, e os impactos decorrentes dessa prática no processo de ensino-aprendizagem.
Pelaes sublinhou a relevância da escola como um espaço de convivência saudável, onde o conhecimento é construído e o desenvolvimento integral dos alunos deve ser priorizado. Ele apontou que um ambiente escolar eficaz deve promover a atenção e a interação pedagógica, além de fortalecer os vínculos entre alunos e educadores. Diante desse contexto, o promotor abordou os prejuízos pedagógicos e sociais que surgem do uso desenfreado de celulares em sala de aula, ressaltando a urgência de instituir estratégias coletivas que incentivem um uso consciente e responsável da tecnologia.
O MP-AP, por meio do CAO-Educação e em colaboração com o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-IJ), assim como as Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Macapá, tem promovido discussões sobre os perigos associados ao uso excessivo de telas nas escolas. Um dos objetivos é a elaboração de uma legislação estadual que regule o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos em ambientes de aprendizado nas instituições públicas e privadas do Amapá.
A proposta do MP-AP tem como base diversas pesquisas e experiências que revelam os impactos negativos que o uso excessivo de tecnologia pode causar na saúde física e mental de crianças e adolescentes. Esses efeitos prejudiciais incluem, por exemplo, a deterioração da linguagem e o risco de acesso a conteúdos inadequados, além de contribuir para o aumento de casos de ansiedade e depressão entre os jovens.
“O corpo docente é essencial para enfrentar esse desafio. É fundamental que eles incentivem práticas educativas que promovam a participação ativa dos alunos, estimulem o pensamento crítico e o protagonismo juvenil, sempre mantendo a disciplina e o respeito pelo ambiente escolar”, afirmou Iaci Pelaes durante a sua fala.
Além disso, o promotor incentivou os educadores a engajar os alunos no Concurso de Redação do Ministério Público do Amapá, intitulado “Navegando com as Palavras”, edição 2026. Essa iniciativa busca estimular a leitura, a escrita e a reflexão sobre temas significativos tanto sociais quanto educacionais. Dessa forma, a proposta visa não apenas a formação acadêmica, mas também o desenvolvimento de uma consciência crítica entre os jovens.
