Instituto Aplica Multa e Petrobras Se Manifesta
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) impôs uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras em decorrência de um vazamento significativo de fluido de perfuração. O incidente, que ocorreu em 4 de janeiro de 2026, envolveu a descarga de 18,44 m³ desse material no mar, proveniente da operação do Navio Sonda 42 (NS-42) na Bacia da Foz do Amazonas.
De acordo com informações fornecidas pelo Ibama, o fluido em questão é uma substância oleosa utilizada em atividades de exploração e produção de petróleo e gás. Essa mistura contém componentes que, segundo a legislação vigente, são classificados como tendo risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático, conforme estipulado pela Lei nº 9.966/2000 e pela Instrução Normativa nº 14/2025.
A autuação foi formalizada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), que faz parte da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) do Ibama. A Petrobras agora possui um período de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar sua defesa administrativa ao órgão responsável.
Posicionamento da Petrobras a Respeito do Incidente
Em entrevista ao g1, a Petrobras confirmou o recebimento do auto de infração e informou que está tomando as medidas necessárias para responder à situação. A empresa enfatizou que o fluido que vazou é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, de acordo com as informações contidas na Ficha de Dados de Segurança do produto. A estatal argumentou também que o material atende aos requisitos exigidos pelo órgão ambiental e que, portanto, “não gera qualquer dano ao meio ambiente”.
Detalhes Sobre o Vazamento
Em um comunicado divulgado no dia 6 de janeiro, a Petrobras informou que a perfuração na Foz do Amazonas foi interrompida após a identificação da perda de fluido em duas linhas auxiliares, que são tubulações de suporte ligando o navio-sonda ao poço Morpho. Essa localização está situada a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.
O vazamento foi detectado no dia 4 de janeiro e imediatamente contido, segundo a estatal. Após a identificação do problema, a operação foi suspensa para que as tubulações pudessem ser trazidas à superfície para inspeção e reparo.
Com este novo incidente, a Petrobras se vê novamente sob os holofotes da fiscalização ambiental, e a resposta do órgão regulador deve servir como um alerta para a indústria, lembrando da necessidade de práticas sustentáveis e seguras no âmbito da exploração de recursos naturais.
