Ação rápida da Segurança Pública
Em um exemplar esforço para combater a violência de gênero, a Segurança Pública do Amapá prendeu, em menos de 24 horas, um homem de 51 anos, suspeito de ser o autor de um crime de feminicídio. O caso ocorreu em um estabelecimento comercial na comunidade do Bonito, zona rural de Macapá, na noite de domingo, dia 25. O Estado adota uma política de tolerância zero em relação a crimes desse tipo, ressaltando a importância da denúncia por parte da população.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, as polícias atuaram de forma integrada através do programa Amapá Mais Seguro. O homem, marido da vítima e principal suspeito, foi capturado na manhã de segunda-feira, dia 26, pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). Além do suspeito, uma testemunha foi levada para prestar depoimento sobre os fatos ocorridos.
Compromisso do Estado com a erradicação do feminicídio
O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Cezar Vieira, fez um apelo direto aos agressores: “O Amapá não tolerará mais esse tipo de crime. A mensagem é clara: quem agride mulheres será responsabilizado, e o crime não compensa”, afirmou.
A vítima, identificada como Benedita de Jesus, conhecida como Paula Barroso, de apenas 30 anos, foi alvejada por um disparo de arma de fogo, supostamente motivado por ciúmes. Apesar de ter sido socorrida, Paula não sobreviveu aos ferimentos, e a situação gerou uma forte mobilização das autoridades locais.
Após o crime, o suspeito fugiu, e a arma que utilizou estava em posse do estabelecimento sob a alegação de segurança. Segundo familiares, existia um histórico de agressões que se estendia por quase uma década. A resposta das autoridades foi imediata, com a coordenação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Próximos passos da investigação
Com a instauração do inquérito policial, os investigadores já estão reunindo todas as provas necessárias. As próximas etapas incluem a formalização das oitivas do investigado e das testemunhas, que são cruciais para a conclusão do relatório policial. Assim que todos os depoimentos forem coletados, o caso será encaminhado ao Ministério Público para as devidas providências legais.
Importância da denúncia
A delegada Marina Guimarães, titular da DEAM, destacou a relevância das denúncias para a prevenção do feminicídio: “É fundamental que familiares, vizinhos e amigos das vítimas se mobilizem, especialmente quando a mulher não consegue buscar ajuda. O Disque Denúncia 180 é uma opção anônima e segura para que a população colabore”, ressaltou.
Para denunciar casos de violência contra a mulher e feminicídio no Amapá, diversos canais estão disponíveis 24 horas por dia, proporcionando suporte e segurança às vítimas. O Estado conta com Salas Lilás em delegacias e batalhões da Polícia Militar, além do Box Lilás, um espaço exclusivo para acolhimento no Centro Integrado de Operações de Defesa Social.
Campanha contra a violência
A Segurança Pública também implementa a Operação Shamar, que visa cumprir mandados de prisão e fiscalizar medidas protetivas destinadas à proteção das mulheres. Além disso, a Cadeira Vazia, exposta em órgãos públicos, simboliza a luta contra o feminicídio e a necessidade urgente de união em prol da segurança feminina.
Canais de emergência
Para situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190. Já o Disque Denúncia 180, um canal nacional gratuito, oferece orientação sobre direitos e coleta de denúncias, enquanto o 181 é dedicado a denúncias anônimas de crimes já ocorridos ou ameaças de agressões.
A DEAM, localizada na Rua Leopoldo Machado, nº 2846, bairro Trem, oferece atendimento 24 horas para o registro de boletins de ocorrência e pedidos de medidas protetivas de urgência. O CRAM, por sua vez, disponibiliza apoio psicológico, social e jurídico às mulheres em situação de violência, reforçando a rede de proteção no Estado.
