Combate Eficaz à Praga da Mandioca
Uma abordagem inovadora de manejo agrícola, que integra conhecimentos científicos e saberes ancestrais indígenas, conquistou o Prêmio Samuel Benchimol 2025 na categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL). O responsável por essa conquista foi o analista de transferência de tecnologia da Embrapa Amapá, Jackson de Araújo dos Santos. Esse prêmio destaca a importância de soluções que respeitam a cultura local e promovem a sustentabilidade no agronegócio.
A vassoura-de-bruxa da mandioca é uma praga que tem causado sérios prejuízos aos agricultores, especialmente na região amazônica. A iniciativa da Embrapa Amapá propõe um manejo que não apenas foca no controle da praga, mas também valoriza a experiência e o conhecimento dos povos indígenas. Essa combinação tem se mostrado promissora, gerando resultados positivos na produção de mandioca e oferecendo uma alternativa viável para os agricultores locais.
Em entrevistas, Jackson comentou sobre a relevância da pesquisa, afirmando que “a integração de saberes é fundamental, pois proporciona uma solução que vai além do convencional”. A utilização de técnicas tradicionais, aliadas à ciência moderna, possibilitou o desenvolvimento de práticas mais eficazes e sustentáveis para o cultivo.
Com o prêmio, a Embrapa Amapá não apenas valida sua pesquisa, mas também vê reforçada a necessidade de se investir em iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável no campo. A parceria com comunidades indígenas é um exemplo de como a união de saberes pode impactar positivamente a produtividade agrícola, preservando a biodiversidade.
O reconhecimento através do Prêmio Samuel Benchimol demonstra que é possível inovar no agronegócio respeitando valores culturais e buscando soluções sustentáveis. À medida que o manejo experimental avança, outras regiões podem se beneficiar dessa abordagem, criando um modelo replicável que pode ser adaptado a diferentes contextos agrícolas.
