Crescimento Econômico Promissor
Uma mudança significativa está em andamento no Norte do Brasil, com projeções otimistas para a economia do Amapá. Desde a obtenção da licença ambiental pela Petrobras em outubro de 2025, a Margem Equatorial se revelou como um território promissor no setor de petróleo. A autorização, emitida pelo Ibama, marcou o início das pesquisas no bloco FZA-M-59, situado a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, abrangendo uma faixa marítima que se estende do Oiapoque até o litoral do Rio Grande do Norte.
As projeções para o Amapá são animadoras. Estudo da Confederação Nacional da Indústria, divulgado em 2025, sugere que a exploração nesta área pode contribuir para um crescimento de até 61,2% no PIB do estado, caso as operações sigam conforme o planejamento técnico. Esse aumento acentuado reflete as vastas oportunidades econômicas associadas à atividade petrolífera na região.
Royalties e Transformações Fiscais
A expectativa em torno dos royalties gerados pela exploração do petróleo reforça ainda mais o potencial de transformação econômica no estado. Em 2025, Maricá, no Rio de Janeiro, recebeu aproximadamente R$ 2,6 bilhões em royalties da Petrobras, servindo de exemplo do impacto financeiro que a atividade petrolífera pode trazer. A possibilidade de gerar receitas significativas para o Amapá alimenta as esperanças de um verdadeiro boom econômico.
Paralisação Temporária sob Controle
Embora a Petrobras tenha suspendido, em janeiro de 2026, as atividades de perfuração no poço Morpho devido a um vazamento de fluido de perfuração classificado como biodegradável e de baixa toxicidade, a empresa garantiu que a contenção do vazamento foi bem-sucedida e prevê a retomada das operações em até 15 dias após o incidente. Essa interrupção não deve afetar as expectativas de viabilidade comercial, que continuam a gerar movimento na região.
Oiapoque: Epicentro das Mudanças
Oiapoque, situada próxima à área licenciada, já começa a sentir os efeitos da futura exploração de petróleo. Reportagens de veículos como CNN e BBC mostraram que moradores que haviam abandonado a cidade estão começando a retornar, enquanto investidores estrangeiros demonstram interesse na região, atraídos pela promessa de participar indiretamente nos royalties do petróleo.
Impactos no Mercado de Trabalho e Imobiliário
As expectativas para o mercado de trabalho são otimistas, com a previsão de mais de 490 mil novos empregos, diretos e indiretos, distribuídos por diversas cidades do Amapá, como Calçoene, Macapá, Itaubal e Santana. A geração de receitas também deve somar dezenas de bilhões de reais, um estímulo crucial para o desenvolvimento local.
Contudo, o impacto no setor imobiliário já se faz sentir. Regiões como os bairros Belo Monte, Nova Conquista e Independência enfrentam uma rápida especulação imobiliária, com novos empreendimentos surgindo sem o devido planejamento urbano. Moradores relatam aumentos abruptos nos aluguéis, complicando a vida de famílias que dependem de atividades como comércio, pesca e agricultura de subsistência.
Investimentos para um Desenvolvimento Sustentável
Em resposta a esse cenário de transformação, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional anunciou, em 2025, uma parceria com a Petrobras, orçamento de R$ 634,1 milhões. O objetivo é capacitar a mão de obra local, fortalecer cadeias produtivas e criar o Instituto Margem Equatorial. Os recursos serão direcionados para iniciativas na Rota da Bioeconomia, Rota do Açaí e Rota da Biodiversidade, visando que o Amapá não apenas se capitalize com a exploração petrolífera, mas também avance em um modelo de desenvolvimento sustentável e diversificado.
Experiência da Guiana como Referência
A experiência da Guiana, que arrecadou mais de R$ 4 bilhões em royalties só em 2024 após descobertas de petróleo, serve como uma importante referência para as expectativas brasileiras. O aprendizado com o desenvolvimento do setor petrolífero na Guiana pode ajudar o Amapá a trilhar um caminho sólido em direção ao crescimento econômico, alinhando-se com as melhores práticas de gestão e sustentabilidade.
