A Pressão pelo Início da Investigação
No cenário político amapaense, uma situação intrigante se desenrola. O deputado federal Carlos Jordy (PL) anunciou nesta quarta-feira, 14, em suas redes sociais, que conseguiu reunir 251 assinaturas para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Esse número representa um marco significativo, superando o mínimo necessário para que a investigação seja formalmente iniciada.
Entre os parlamentares do Amapá, apenas Lucas Barreto (PSD) manifestou apoio, ao assinar a proposta que visa investigar o controverso repasse de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (AMPREV) ao Banco Master. A CPMI tem como objetivo esclarecer as circunstâncias que cercam essa transferência e sua gestão posterior.
Jordy destacou que o apoio à CPMI é robusto, contando com 213 deputados e 38 senadores. Contudo, chamou atenção para a ausência de assinaturas dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT), do PSOL e do PCdoB. “Ninguém desses partidos se juntou a nós até agora. O que o governo está tentando esconder? Por que essa resistência à investigação?” questionou o deputado, em um tom de desafio que ecoa entre seus pares.
O Que Está em Jogo?
O valor de R$ 400 milhões, que deveria ser utilizado em benefício dos aposentados, levanta a preocupação de que esses recursos possam ter sido mal administrados ou até mesmo desviados. A Amapá Previdência, responsável por gerir os fundos de aposentadoria, está sob a lente de aumento, e a CPMI promete trazer à tona detalhes cruciais sobre como esse dinheiro foi utilizado pelo Banco Master.
Especialistas em finanças públicas alertam que a transparência na gestão do dinheiro da previdência é essencial para a confiança dos cidadãos. O fato de apenas um senador amapaense ter se manifestado em apoio à CPI levanta questionamentos sobre a postura dos demais políticos da região e sua relação com o governo local.
Expectativas para a CPI
Com a CPMI já com um número expressivo de assinaturas, a expectativa agora é que outros senadores e deputados, especialmente aqueles que ainda não se pronunciaram, reconsiderem sua posição. A inclusão de Randolfe Rodrigues, senador que possui grande influência na política amapaense, é vista como essencial para a ampliação do apoio à investigação.
Os desdobramentos dessa situação serão monitorados de perto pela população e pela mídia, que aguardam ansiosos por esclarecimentos sobre o destino dos R$ 400 milhões. O potencial impacto dessa CPMI pode ser significativo, não apenas para os aposentados, mas também para a credibilidade das instituições financeiras que operam no estado.
Em meio a este cenário, a pressão sobre Randolfe para que se una ao grupo de apoiadores da CPI aumenta. Entre os cidadãos amapaenses, existe um clamor por justiça e clareza, especialmente considerando que se trata de recursos vitais para o futuro dos aposentados. O que está por trás da hesitação de Randolfe em assinar a proposta? Essa é uma pergunta que muitos estão fazendo, e a resposta poderá moldar o futuro político do senador.
