Crise Financeira no Amapá
Com o cenário fiscal preocupante do governo do Amapá, o deputado estadual R. Nelson, do PL, utilizou suas redes sociais para relembrar os alertas que fez ao governador Clécio Luis, do Solidariedade, sobre os riscos financeiros enfrentados pelo estado. Segundo ele, a situação orçamentária é alarmante e exige atenção imediata.
“O Estado caminha para um grave desequilíbrio orçamentário. Os alertas foram públicos, técnicos e políticos. Mesmo assim, em 2025, o Governo ignorou a realidade fiscal e afrontou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mesmo diante da frustração nas receitas, não foram adotadas medidas de contenção de despesas, desrespeitando os princípios da LRF, que exigem planejamento, prudência e equilíbrio”, declarou R. Nelson.
O deputado também criticou a decisão do governo de contrair um novo empréstimo de R$ 1 bilhão, o que, segundo ele, agrava a situação de endividamento do Estado. “Essa atitude coloca em risco a Previdência dos servidores, comprometendo cerca de R$ 400 milhões em investimentos no Banco Master. Além disso, deixa um Orçamento de 2026 já comprometido, com excesso de Restos a Pagar, o que mascara o rombo e empurra a conta para o futuro”, completou.
A situação financeira do Amapá se agrava a cada dia, refletindo a urgência de um planejamento fiscal mais responsável. Especialistas têm alertado sobre a importância de medidas que promovam a reestruturação orçamentária, evitando que o estado entre em colapso. Entre as sugestões estão a revisão de contratos e a realização de cortes em despesas não essenciais, ações que poderiam minimizar o impacto da crise e garantir a sustentabilidade fiscal.
R. Nelson enfatizou que o diálogo e a escuta ativa são fundamentais para evitar crises como a atual. “Um governo que não considera os alertas e a experiência de parlamentares acaba por repetir os mesmos erros. O momento é crítico e exige uma postura firme e responsável”, concluiu.
O cenário político no Amapá pode ser um reflexo do que ocorre em outras regiões do Brasil, onde a falta de governança e a desorganização financeira levam estados a situações similares. Com as eleições se aproximando, a responsabilidade e a transparência nas ações governamentais se tornam temas centrais entre os eleitores, que buscam representantes comprometidos com a boa gestão pública.
