Ampliação da Vacinação Contra Dengue
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da vacinação contra a dengue, incluindo adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina QDenga. Segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a meta é que, ainda em janeiro, todas as cidades brasileiras tenham acesso às doses da vacina para distribuição entre os jovens. “Não vamos mais apenas recomendar a imunização para 2,7 mil municípios, mas sim para todos os 5.570 do Brasil”, afirmou Gatti.
De acordo com as informações disponíveis, o Ministério da Saúde espera receber da farmacêutica Takeda cerca de 9 milhões de doses da vacina ainda este ano, além de mais 9 milhões em 2027. A QDenga, que é aplicada em duas doses, foi a primeira vacina aprovada contra a dengue no país. É importante destacar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também autorizou o uso da vacina Butantan-DV, que é administrada em dose única, para o mesmo propósito.
O fornecimento da vacina QDenga no Brasil foi inicialmente limitado devido à capacidade de produção da Takeda nos primeiros anos. Entretanto, em uma entrevista recente ao GLOBO, Derek Wallace, presidente da área de imunizantes da farmacêutica, garantiu que os problemas na cadeia de produção foram resolvidos e que será possível disponibilizar mais doses ao Brasil, caso haja necessidade.
Inovação em Imunização
Enquanto isso, os moradores de Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE) estão entre os primeiros a receber a vacina Butantan-DV, uma vacina inovadora contra a dengue que foi desenvolvida pelo Instituto Butantan. Nos dias 17 e 18 de janeiro, esses municípios realizarão uma aplicação em massa do imunizante, destinada a todos os residentes com idades entre 15 e 59 anos. Essa ação faz parte de um grande estudo populacional que visa avaliar o uso da vacina em condições do “mundo real”, conforme afirmam especialistas na área.
Eder Gatti, do PNI, ressaltou a importância da vacina, afirmando: “Sabemos que a vacina é eficaz e segura para os indivíduos. No entanto, o impacto urbano é igualmente significativo, pois a pessoa imunizada deixa de contribuir para a transmissão da doença. A dengue é uma patologia que depende do ser humano para persistir no ambiente”. Gatti também enfatizou a necessidade de entender qual percentual da população deve ser vacinado para que a doença deixe de se disseminar no território brasileiro.
