Investigação sobre Vazamento na Foz do Amazonas
O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá requisitou esclarecimentos urgentes à Petrobras e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a respeito de um vazamento de fluído durante a exploração na bacia da Foz do Rio Amazonas. O incidente, conforme relatado pela petrolífera, ocorreu no último domingo (4) e resultou na suspensão das atividades de pesquisa na região, que visa a exploração de petróleo.
Conforme informações obtidas pela CNN Brasil, a equipe da plataforma, durante uma operação de rotina, notou uma redução no nível de fluido de perfuração nos tanques, sinalizando a possível perda de parte do material. Após essa constatação, um robô submarino foi acionado para inspecionar o local e confirmou o vazamento a uma profundidade de aproximadamente 2.700 metros.
O volume do fluido que vazou foi estimado em cerca de 14,9 m³, o que levou à paralisação das operações na área. A Petrobras havia recebido autorização do Ibama para iniciar a perfuração do poço exploratório no bloco FZA-M-059, que está situado em águas profundas do Amapá, em outubro do ano anterior.
Em resposta ao ocorrido, o MPF determinou que tanto a Petrobras quanto o Ibama apresentem novas informações e documentos relacionados ao acidente em um prazo de 48 horas. Essa medida foi tomada na quarta-feira (7) como parte de um inquérito civil que investiga a regularidade do licenciamento ambiental concedido ao projeto da Petrobras desde 2018.
Reações do Ibama e da Petrobras
O Ibama emitiu uma nota informando que o incidente foi registrado no Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema) e que está apurando as causas do vazamento por meio de sua área competente. O órgão detalhou que o material envolvido no vazamento é um fluido de perfuração e não se trata especificamente de petróleo.
Por outro lado, a Petrobras afirmou que o vazamento foi rapidamente contido e isolado. A empresa assegurou que não há problemas com a sonda ou com o poço, que continuam em total segurança. Em um comunicado oficial, a petrolífera destacou ainda que a ocorrência não apresenta riscos para a continuidade das operações de perfuração.
A situação provocou um alerta entre órgãos ambientais e a sociedade civil, que acompanham de perto as atividades de exploração em áreas sensíveis como a Foz do Amazonas. Especialistas têm expressado preocupação a respeito das práticas de licenciamento ambiental e do impacto que essas operações podem causar ao meio ambiente.
A necessidade de maior transparência e controle sobre as atividades de grandes empresas do setor energético é uma pauta recorrente, especialmente em contextos onde o risco de acidentes ambientais pode afetar ecossistemas frágeis.
