Entidades Sociais em Expectativa
No dia 31 de janeiro, se completam dois anos desde que ocorreu uma cerimônia no Palácio do Setentrião, onde o governador Clécio Luis, do Solidariedade, e o senador Randolfe Rodrigues, do PT, prometeram o repasse de R$ 7,2 milhões para instituições amapaenses que atuam em causas sociais. Naquela ocasião, ficou estabelecido que o senador Randolfe faria o repasse por meio de uma emenda parlamentar, destinada a financiar a aquisição de equipamentos que melhorassem o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Contudo, até agora, as entidades envolvidas alegam que a promessa não foi cumprida.
A presidente da Casa Nosso Lar, Júlia, expressou sua indignação: “O que deveria ter sido um marco de fortalecimento da política socioassistencial no Amapá transformou-se em mais um símbolo de desrespeito institucional. Houve discursos, fotos, aplausos e até a encenação de um cheque simbólico. Passados quase dois anos, o que restou foi apenas o símbolo — porque o recurso nunca chegou a quem realmente precisa”.
Reclamações e Incertezas
Sete entidades, responsáveis por serviços essenciais, continuam aguardando a liberação de um recurso que foi amplamente celebrado, mas que até o momento não se concretizou. “A pergunta que ecoa é simples e incômoda: onde está o dinheiro? A Secretaria de Assistência Social tem responsabilidade direta nesse processo”, declarou a presidente, evidenciando a frustração que permeia as instituições.
Recentemente, a assessoria do senador Randolfe se manifestou nas redes sociais, informando que a emenda parlamentar destinada ao projeto “Casa Nosso Lar” e outras entidades, totalizando mais de R$ 7 milhões, foi integralmente paga ao Governo do Estado no dia 3 de julho de 2024. Essa afirmação contrasta com a realidade vivida pelas instituições, que clamam por soluções tangíveis.
Compromisso com o Amapá
No entanto, a questão que permanece é a eficácia desses repasses e a responsabilidade dos gestores públicos em assegurar que os recursos cheguem efetivamente às entidades que atuam em favor dos mais necessitados. As promessas políticas, frequentemente acompanhadas de discursos eloquentes, ganham outra dimensão quando se enfrenta a realidade dura e desigual que muitas instituições sociais enfrentam. O clamor por resposta é mais urgente do que nunca, e a necessidade de um acompanhamento mais próximo das ações governamentais se faz evidente.
